Ahh, aqueles olhos. Ainda não consigo esquecê-los.
Passei dias e dias tentando apagar da lembrança aquela doce e perigosa imagem.
Sei que não posso desejar isso, afinal existe todo o social pra justificar.
Porém, não ensinaram ao meu coração o que é real e o que é ilusão...
Portanto como ei de aprender?
Minha vó bem dizia que só a experiência me domaria ou os anos passados.
Definitivamente nenhum dos dois me parou.
Continuo te desejando, continuo sentindo que nada é tão certo quanto se é dito.
Ah, meus dezoitos anos, naquele tempo meus desvaneios eram justificáveis, mas agora não é mais.
Vou brincar de faz de conta...
Faz de conta que sou imaturo, faz de conta que posso tudo, faz de conta que não quero te olhar.
Vou fazer de conta que faço de conta que não te quero e você, meu amor, faz de conta que não quer me amar!
Já que o mundo é uma fantasia, faz de conta que somos os personagens principais.
NaNy Schitini
NaNy Schitini e Laila Fagundes são estudantes de Psicologia da UNIFACS (terceiro e segundo semestre, respectivamente)que visam discutir e escrever sobre os mais diversos assuntos. Esperamos que gostem!
terça-feira, março 22, 2011
segunda-feira, março 14, 2011
Prazeres mundanos, onde estão vocês?
A vida de anjo me cansa, a falta de carne é voraz
Esse tanto de paz é pra outro.
Outro que esteja disposto, a felicidade não está mais no angelical.
Esse tempo passou e com ele levou a minha inocência
Chega de tanta decência.
Chega de hipocrisia.
Quero viver do alto dos vinte como "aos treze"
Chegou a nova fase e vou fazer de conta que sofre da síndrome de Alice
Vou, não vou rimar, não vou, não vou.
A métrica não me importa, a ética sim é pra mim, ou não?
Quem vos fala é Alice, a outra se encontra no passado.
Não remoto, mas próximo.
Eu vou viver assim, até o fim.
NaNy Schitini
A vida de anjo me cansa, a falta de carne é voraz
Esse tanto de paz é pra outro.
Outro que esteja disposto, a felicidade não está mais no angelical.
Esse tempo passou e com ele levou a minha inocência
Chega de tanta decência.
Chega de hipocrisia.
Quero viver do alto dos vinte como "aos treze"
Chegou a nova fase e vou fazer de conta que sofre da síndrome de Alice
Vou, não vou rimar, não vou, não vou.
A métrica não me importa, a ética sim é pra mim, ou não?
Quem vos fala é Alice, a outra se encontra no passado.
Não remoto, mas próximo.
Eu vou viver assim, até o fim.
NaNy Schitini
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Na geladeira, cerveja
No chão, solidão
Na lua, o homem
Em marte, novidade
No mundo, globalização
No teto, desenho
Na casa, engenho
Na mesa, azedo
Na rua, o medo
Na guerra, tristeza
Na paz, harmonia
Na vida, fantasia
Na morte, agonia
Na festa, alegria
Na despedida, desespero
Na minha metade, você...
Na outra, também!
NaNy Schitini
No chão, solidão
Na lua, o homem
Em marte, novidade
No mundo, globalização
No teto, desenho
Na casa, engenho
Na mesa, azedo
Na rua, o medo
Na guerra, tristeza
Na paz, harmonia
Na vida, fantasia
Na morte, agonia
Na festa, alegria
Na despedida, desespero
Na minha metade, você...
Na outra, também!
NaNy Schitini
quinta-feira, novembro 11, 2010
"... Ontem por incrível que pareça todos os lugares que pisei eu te procurei. Teus rastros ficaram por lá. O balançar de teus cabelos e esse teu jeito meio atacado de ser. Fiquei feliz em poder sentir tua falta, - a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém. É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também. Me faz bem pensar nessas atividades corriqueiras, que supostamente você está fazendo. Ah, e eu estou te esperando, com meu vestido curto, óculos escuros grandes e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. É, eu gosto muito de ti."
(C. F. Abreu)
(C. F. Abreu)
Para que se envolver?
Como estudantes de psicologia devemos estar atentos a todas, ou a maior parte que conseguirmos ter acesso, das informações que norteiem e acrescentem em nosso processo de formação. Estar participando ou acompanhando as discussões que circundam, norteiam e estruturam o movimento estudantil é de grande importância.
Devemos nos apropriar e buscar estar na ativa, entender que a luta estudantil busca discutir sobre nossa formação, sobre os currículos de nosso curso, sobre as práticas que teremos acesso, sobre a construção de nossa formação, na Bahia e em todo o Brasil, sobre a sociedade que fazemos parte, e de como poderemos interferir e como seremos, e somos fortemente influenciados por ela, sobre políticas públicas em saúde, sobre a Luta Antimanicomial, sobre o Ato Médico, sobre a qualidade de ensino no país e demais temas que possam emergir e exigir debate.
Devemos nos apropriar e buscar estar na ativa, entender que a luta estudantil busca discutir sobre nossa formação, sobre os currículos de nosso curso, sobre as práticas que teremos acesso, sobre a construção de nossa formação, na Bahia e em todo o Brasil, sobre a sociedade que fazemos parte, e de como poderemos interferir e como seremos, e somos fortemente influenciados por ela, sobre políticas públicas em saúde, sobre a Luta Antimanicomial, sobre o Ato Médico, sobre a qualidade de ensino no país e demais temas que possam emergir e exigir debate.
É necessário pensarmos que nossa formação não se limita à academia. Temos de militar sim, pensar nos movimentos estudantis, na formação aprofundada em diversos debates, em diversos projetos de extensão que nos possibilitem um olhar mais critico, numa atuação futura que dê suporte às demandas da sociedade, dos indivíduos que futuramente iram recorrer a nós para ajudá-los em suas angustias e na busca de emancipação.
Vamos "arregaçar" as mangas! Antes de qualquer coisa temos de pensar que a formação é nossa, buscar crescimento e estar atualizado com os debates e problemáticas sociais irão engrandecer-nos pessoalmente, coletivamente, socialmente, socialmente, enfim, em todos os âmbitos.
Laila Fagundes
domingo, novembro 07, 2010
Comigo (Zeca Baleiro)
Você vai comigo aonde eu for
Você vai bem se vem comigo
Serei teu amigo e teu bem
Fica bem, mas fica só comigo
Quando o sol se vai a lua amarela
Fica colada no céu cheio de estrela
Se essa lua fosse minha
Ninguém chegava perto dela
A não ser eu e você
Ah eu pagava pra ver
Nós dois no cavalo de ogum
Nós juntos parecendo um
Na lua na rua na nasa em casa
Brasa da boca de um dragão
Na lua na rua na nasa em casa
Brasa da boca de um dragão
Na lua na rua na nasa em casa
Você vai bem se vem comigo
Serei teu amigo e teu bem
Fica bem, mas fica só comigo
Quando o sol se vai a lua amarela
Fica colada no céu cheio de estrela
Se essa lua fosse minha
Ninguém chegava perto dela
A não ser eu e você
Ah eu pagava pra ver
Nós dois no cavalo de ogum
Nós juntos parecendo um
Na lua na rua na nasa em casa
Brasa da boca de um dragão
Na lua na rua na nasa em casa
Brasa da boca de um dragão
Na lua na rua na nasa em casa
Sinto que meu olhar não se faz suficiente.
Você não compreende parte dos meus reais desejos e anseios.
Mas não quero te abandonar por isso.
Devo falar mais? Acho que não consigo.
Me perdoe!
Tenho a necessidade do mistério, preciso que você venhar desvendar-me.
Sei que não é fácil, apesar de muitos afirmarem que 'os olhos são o espelho da alma'. Ter o poder de decifrar diariamente um simples olhar é uma labuta grande.
Você vai conseguir.
Espero te fazer sensível, te tornar um desbravador de olhares e conseguirmos ir em frente.
Você me compreendendo mais e eu te amando mais ainda.
Laila Fagundes
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