domingo, outubro 03, 2010

Se tem fama de 15 minutos, por que não cidadão por um dia?

Estava esperando os homens chegarem pra eu ir tomar meu banho de sol, quando dois sujeitos muito esquisitos vieram até minha cela... Abriram a grade, e apesar de eu nunca tê-los visto antes agiram da mesma forma que os responsáveis por aquela área. Simplesmente abriram... Uma saudação? pra quê? Na verdade, é como se não fossemos cidadãos, mas quando cheguei numa sala. Ai sim, sabia que dia era hoje, ELEIÇÃO. Eu já estava a um bom tempo na cadeira, ainda não tinha saído a sentença, mas o tratamento que recebia, eu e todos os meus companheiros, era de bicho. Foi tão engraçado votar, eu não sou cidadão, não tenho importância pra sociedade, tanto que tenho ficado recluso sem desenvolver nenhum tipo de atividade que produza algo para mim, para os outros presos, ou sei la, pra sociedade. Mas Hoje, eu fui cidadão, quando é dos interesses dos engravatados, todos nós somos pessoas. Esses mesmos que se candidatam a cargo disso ou daquilo outro. Eles podem cometer os maiores desvios, mas os pobres que roubem uma comida pra não morrer de fome, é xadrez irmão, é xadrez...
Me deram esse pedaço de papel no qual eu escrevo isso e uma caneta e a única ordem foi que nós fizessemos qualquer coisa. Eu queria entregar isso a minha família mas acho que não vai ser possível, porque é como eu disse já votei, agora sou bicho de novo e minhas vontades não valem mais muita coisa, talvez nem seja muita coisa e sim, nada!
Pensar em prisão me lembra inquisição, cassa às bruxas e todas essas coisas já foram superadas Quem sabe um dia essa palhaçada em forma de quadrado seja extinta também. A gente acaba saindo daqui pior, sem oportunidade de trabalho, sem qualquer atividade, é só mesmo pra separar os "marginais" da "boa gente".

Ass: J.P

NaNy Schitini

quarta-feira, setembro 29, 2010

Sorria, o Erep é na Bahia!

Finalmente o tão esperado Erep se aproxima! Sim, de 8 a 12 de outubro o encontro regional de estudantes de psicologia do Norte-Nordeste acontecerá na Uneb! A expectativa é a melhor possível. Hoje, entramos em contato com as atividades do evento sendo elas: Cultural, mole, TV, DPV, Cine, mesa, teatro, dentre outras que não me recordo...
Falamos um pouco sobre auto-gestão que a ideia que eu tive foi: " Não espere acontecer, faça você mesmo!" Minha faculdade predispõe-se de 25 vagas, lembrando que nós, quanto estudantes, nos reunimos e difinimos que os critérios de seleção são: Ter trabalho para apresentar, participar do pré-erep e arrecadar fundos para promover a sustentabilidade.
Outro ponto que discutido foi quanto como aquelas pessoas que nunca nem arrumam seu próprio quarto, participarem das atividades para manutenção? Chegamos a conclusão que é necessário: ter palestras para tentar promover uma conscientização, fazer por necessidade já que não terá outro que te substitua, pensar no todo e não somente na soma das partes... Essas conversas geraram as brigadas que são grupos de estudantes que ficaram responsáveis pela parte cultural, pela alimentação, pela limpeza e pelo "chegue junto", lembrando que haverá rodízio durante os quatro dias de evento.
Acho que está feito o resumão do que foi o pré-erep, espero que haja interesse por parte de nós, estudantes, para participarem de "corpo e alma" promovendo a auto-gestão e levando a diante as experiências!
Seja bem-vindo Erep! e sorria porque esse ano é na BAHIA!
   NaNy Schitini

terça-feira, agosto 31, 2010

Não perdeu tempo com título!



Ele era daqueles meninos amarelos,
mas era especial...
Não sabia,

Não tinha
Não lia!
Mas era o tal, sabia que podia,
Tinha o que sonhava,
Lia o seu astral.

Lutou
Perdeu e...
Venceu
Chorou
Amou e
Não se entregou.

Provou que na vida o que vale é a essência da sabedoria
Não usou caneta, lápis, caderno e nem borracha.
Não falou difícil
Não inventou
Não usou nada do científico.
Sorveu o conhecimento da vida
Da rua
Da experiência.
Usou da expectativa
Confiou em si mesmo
Não idolatrou
Não bajulou
Não passou humilhação

Não teve ídolos
Mas formou sua legião


Nany Schitini

Desabafo!

Estava, eu, indo ao meu roteiro diário de casa-padaria, quando entram dois adolescentes comunicando o assalto. INCRÍVEL como a reação das pessoas são das mais diversas. Para ser honesta eu não consigo pensar se é mais estapafúrdio o assalto realizado por dois meninos desarmardos ou o fato de nessa circunstância eu conseguir observar e comparar a minha reação com as demais pessoas...
O fato é que enquanto uma senhorita falava: " Saia daqui, meu filho. Eu não tenho dinheiro para te dar". Uma outra moça tremia dos pés a cabeça. Um homem escondia de forma totalmente indiscreta 50,00 no sapato e enquanto isso eu me mantive imóvel.
Enfim, não era bem as reações que me deixou com vontade de postar, mas esse ocorrido me fez pensar em um falso moralismo: Se por um lado a impressa alfineta, ou melhor, massacra e pinta de ser da pior espécie um assaltante, por outro lado ela vive sugerindo a necessidade dos indivíduos se manterem antenados (e quando eu uso essa palavra é apenas um eufemismo para consumidores assíduos) com as novas tendências momentâneas e com a necessidade de ter objetos de marca. Agora, por que o político rouba e fica na rua? é impressionante como eu nunca vi um empalitozado na cadeia, por que hein? Não tinha mais vaga? (¬¬). Longe de mim defender que uma pessoa de classe menos favorecida que assalta está certa, NÃO ESTÁ, OK? mas é sempre tão fácil culpar o outro quando não estamos na mesma situação e não passamos necessidade, não é verdade? Assim como é mais fácil para o governo jogar no xadrez o "criminoso", para quê políticas públicas, não é mesmo governo? (e mais uma vez ¬¬)
Bom, acho que é isso. Percebi a minha necessidade de compartilhar com alguém e achei que o blog seria, agora, meu melhor meio para tal. Perdoe-me pela falta de polidez no que tange esse texto, mas como o próprio título sugere é um desabafo!
Agradeço a atenção!
Nany Schitini

sábado, agosto 21, 2010

A importância da Avaliação Psicológica!

Bom pessoal. Hoje, o objetivo aqui é tentar passar para vocês, o que foi o terceiro fórum de Avaliação Psicológica que aconteceu nessa sexta-feira (dia 20/08). Primeiro, eu gostaria de contar um pouco o motivo que me fez escrever sobre esse fórum, já que na Unifacs os fóruns e palestras estão sempre presentes. Escrevo porque eu pude perceber de forma mais concreta a importância de se ter avaliação psicológica nos DIVERSOS âmbitos sociais e espero que vocês, que ainda não perceberam, entendam que é necessário. Por exemplo, a primeira mesa-redonda foi sobre concursos públicos e avaliação psicológica, levando em consideração as implicações e repercussões sociais, ou seja, como um papel escrito "inapto", em determinado momento, pode interferir no sujeito. Achei um ponto importante quando foi explicada a questão temporal do resultado: o fato de você ser reprovado agora, não quer dizer que não será possível uma aprovação no reteste. Outro ponto é a relação entre reprovação e os desvios de condutas com os soldados, essa pesquisa foi conduzida por Elisangêla Castro, graduanda em psicologia e polícia militar. O militar Basílio Honorato trouxe a importância de um gerenciamento de psicólogos dentro da polícia militar, já que a demanda deles são emergenciais por conta das pressões às quais eles ficam constantemente expostos e um dado muito importante que são seis psicólogos para trinta mil policiais por mês. Vimos, também uma discussão muito rica entre Renata Mussi e Nicole Santos, as duas falaram um pouco sobre a valorização das características de cada sujeito, da importância de usar teste psicológicos com responsabilidade. Profissionais tecnicamente competentes são necessários porque o teste tem que ser bem aplicado para alcançar resultado mais fidedigno possível. Nicole Santos contou sua experiência no Cinebahia, comentou sobre tratar o ser humano como humano, com suas individualidades; de trazer o "feedback", ou seja, explicar o objetivo,o teste e seu resultado. A única coisa que não gostei foi uma determinada profissional não ter diferenciado testagem de avaliação psicológica. Algo que para nós, estudantes do terceiro semestre da Unifacs, foi muito bem explicado tanto pelo professor Mino Rios quanto pelo professora Renata Mussi. No geral, o que podemos dizer sobre o fórum é que em todo o seu percurso ficou evidente a preocupação em não rotular os testes; não reduzir a avaliação psicológica ao teste; que a avaliação se encontra presente não só em organizacional (como muitas pessoas pensam), mas também na clínica, na psicologia escolar e etc... Outro ponto é que testagem é exclusivo do psicólogo. E o que eu absorvo de tudo isso é que o tema é muito interessante e que eu quero me aprofundar em avaliação. O teste é uma ferramenta importante para o psicólogo e caso tenha interesse em usá-la, se prepare para tal!
Nany Schitini

domingo, agosto 15, 2010

"Provar o mundo"


Comecei a ver de maneira diferente as infinitas oportunidades e possibilidades que vão surgindo ao longo de nossas vidas. Percebo que não devemos dar muito espaço ao arrependimento, ao descaso ou a dúvida.
È preciso experimentar!! E só assim poderemos ter um forte aparato para julgamentos e recusas.

"Fazer uma experiência com o que quer que seja,
Uma coisa, um ser humano. um deus, isto quer dizer:
Deixá-la vir sobre nós para que nos atinja,
nos caia em cima, nos transforme e nos faça outro." (Heidegger)



Lai Fagundes

domingo, agosto 08, 2010

C...c

E foi naquele minúsculo quatro de quarto
que as sensações afloraram.
Com seu olhar inocente
e ao mesmo tempo de quem sabe o que quer
eu vi o meu final de arco-íris!

Isso não é poema, poesia
nem muito menos cantoria.
Se aparentou ser dotado de harmonia
é pela sinceridade das palavras aqui entrelaçadas.
A intenção é apenas dizer que você
incrivelmente sabe o jeito certo de me envolver.
Nany Schitini