quinta-feira, março 29, 2012

Sentimento

Ceiva-me do cálice vazio
Ceiva-me do coração amargo
Encontre em mim tudo que você deixou pra trás
Tudo que você não quis mais


Invada meu espaço
Com cautela, meu rapaz
Eu sou mulher 
Mesmo sem ser sexo frágil
eu tenho meus percalços


Crie suas fantasias
Mas realize-as
Eu sou muito mais que personagem
Eu sou história real
Sou heroína anormal


                                                                                                      NaNy Schitini

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Festival de Verão, Vale a pena?

Email Enviado para Luciana Sobreira responsável pelo Departamento Artístico.


Boa tarde, Luciana Sobreira







De antemão, gostaria de me justificar quanto ao emprego preponderante do seu nome. Não sou ingênua ao ponto de imaginar ser você a única responsável pelo departamento artístico, porém o seu nome foi o único encontrado na minha pesquisa. Também quero te pedir que caso responda a este e-mail, por favor, não faça de maneira maquinal afirmaram quantos anos o festival tem ou a quantidade do público, isso eu já sei. Se for para ter uma resposta que não seja como todas as outras que eu já tive diante de uma reclamação desse festival. Só quero ser ouvida e que minhas palavras façam você (s) refletir(em).


A minha pergunta é simples: Quando eu e os demais baianos que não concordam com a indústria de consumo do axé poderemos presenciar um Festival de Verão de verdade? Porque, veja bem, um festival que tem DEZ bandas de axé ou pagode no palco 1 não pode ter o título de "mistura aê", por favor, isso é propaganda enganosa, Luciana. No mínimo é uma espécie de micareta que toca outras músicas no intervalo. O fato é que você e me parece que toda a organização do Festival está preocupada exclusivamente em levar as massas e os outros baianos onde ficam? Longe de mim dizer que a massa não presta, foi por causa dela que modificações importantes ocorreram no mundo, porém elas não são únicas. Cadê a participação ativa de outros rítmos? Porque os poucos representantes ficam no palco 2 ou sei lá onde? Acho interessante que exista uma observação dos verdadeiros festivais de SP que agregam VÁRIOS estilos.


A preocupação capitalista da movimentação dessa indústria, ou melhor, usando do eufemismo, a "importância" com uma única classe é tão visível que basta olhar as atrações internacionais que ano após ano vocês trazem, estilo? POPular, SEMPRE. Por que não vem uma banda internacional grande? James Blunt só teve uma música que DE FATO, foi sucesso: "You're Beaultiful". É só digitar o nome JAMES BLUNT no youtube e olhar a primeira página, observe quantas vezes aparece "You're Beaultiful", fácil provar o que eu digo. Gostaria de poder usar o título dessa música para o Festival, mas de verdade, ele me envergonha quando comparo com outros festivais de SP ou do RS. Vale lembrar que essa não é uma queixa minha, mas de muita gente.


Aguardo para que ano que vem, vocês tragam nomes de peso internacionais e que percorram outros caminhos além de tanto POP. Como dica, sugiro que vocês pesquisam mais os artistas para os outros palcos. Ticiana Marques, Samba Maria tem crescido no cenário soteropolitano e fora também, mas infelizmente não vi esses nomes na grade. Vocês representam a nossa Bahia e ela é muito mais do que essas mesmas bandas de axé que vocês insistem em trazer TODOS os anos. Ela é samba, rock, mpb e muito mais que isso.
                                                                                              
Att,


Naiani Schitini

quarta-feira, novembro 23, 2011

Amor adormecido





Pensei que havia te esquecido
Pensei que meu amor havia sucumbido
Mas no primeiro abraço, beijo. Sinto tudo voltar
Você veio de forma inteira
Você veio pra me completar


Foi-te embora, mas voltou
Na verdade você já sabe que eu espero
Já sabe que te quero


Seu medo é tenaz
Mas eu posso por ele passar
Porque tudo que difícil for
Adormecido, levanta o amor

                                                                                               NaNy Schitini

segunda-feira, outubro 03, 2011

...

Quero algo que me atravesse
Que me tire do conhecimento
Que me faça experiente
Que me mova, que me ouça
Que não me diga "Não há tempo"


Que me jogue no mar
Quero acampar
Não quero ninguém que me diga
Quero apenas que me siga
Quero velejar, ancorar, remar
Quero poder ser várias de mim


Quero aproveitar o dia como o último
Quero SER feliz e não apenas sentir
Quero ser atriz, algoz e vítima
Quero ser cantora, médica e colombina
Quero ser qualquer mistério
Quero ser ódio, amor e esperança


Quero olhar para trás com saudade, mas sem melancolia
Quero o futuro melhor que o passado
Quero tristeza e alegria
Quero ser mata e mato
Quero ser prédio e edifício
Quero ser casa...
No fundo, só quero ser seu abrigo!

                                                                                          NaNy Schitini

segunda-feira, julho 18, 2011

Pra todo tipo de amor há expressão!

Sentei pra te escrever um texto
Pobre de mim, só sei escrever em versos
Rimados ou não
Perdidos no espaço


Inesperado foi meu carinho por você
Precisei de um pretexto
Pra escrever correto e não inverso
Tentei neologizar,
Mas se tornou tão esquisito
Se a neologia já está no ar!

Palavras falham, elas não conseguem administrar
Tudo que o sentimento quer trazer pra perto
Más-línguas não saberão entender
Uma declaração de amizade,
que está em todas as conversas
entre mim e você
Mas a gente sabe o valor da verdade
Que está desde sempre posta pelo coração!

                                                                                                            NaNy Schitini

terça-feira, julho 12, 2011

Tempo

Se esgota, passa, volta
Gira-mundo, no segundo
Fala dele, no tempo dele
Sem perder no compasso,
O espaço de um passo
Quanto tempo a vida leva
Seja breve ou longa ela
Pra que eu possa descobrir
O valor de um momento
Seja grande ou pequeno
O que vale é a intensidade
Com que sinto a saudade
De estar na brevidade
Do tempo que vai sumir


Seja riso ou seja choro
É no gosto do meu consolo
Que tento me expandir

Abre logo a janela
Deita nela, abre ela
Deixa o vento do meu sopro
Te tocar o corpo todo
Sem medo de ser feliz

Chuva chora e tá na hora de ir embora,
Ir agora
Sem receio e sem sossego
Até me descobrir!


                                                                                                   NaNy Schitini

segunda-feira, julho 11, 2011

Pouca luz
Pouco amor
O dia clareou,
Mas o homem afundou
O mundo é como você pensa


Muita luz
Muito amor
O dia clareou
O homem ampliou
O mundo é como você pensa

Desmatamento
Preconceito
Enterro
O mundo é do tamanho do seu medo

meu quintal
branco e preto
nascimento
O mundo é do tamanho do seu medo


Veja, imagine, permita e tudo pode florescer.

                                                                               NaNy Schitini

quarta-feira, maio 18, 2011

Aluno? Não, seremos estudantes

Aluno é assim, tem em todo lugar, em toda esquina, em toda escola, em toda universidade... e estudante?
Ai é coisa rara. Todo dia entramos e saimos da sala como máquinas, ou melhor, esponjas. Copiamos toda a lição e as opiniões de nossos queridos professores, ouvimos o que nosso colega conta no meio da aula, mandamos sms na sala que está cheia de uma senhora discussão. Muito vezes, fazemos de conta que estamos atentos ao conteúdo passado.
Meio-dia, tem palestra lá em cima, né? Tem iniciação científica? Não, hoje não vou ficar estou cansada. Dormi mal a noite anterior, fiquei até tarde no msn, conversando com o gatinho (a)! E pior de tudo, de tarde não consegui dormir, minha amiga teve aqui e conversamos horrores sobre nossos paqueras e os próximos shows (1), meu amigo teve aqui e passamos a tarde toda jogando(2). Então, mereço ir pra casa e dormir, certo? Essa escola(1), essa faculdade(2), esse curso(3) é uma droga, discordo de um monte de coisa, mas só digo a meu melhor amigo... coordenação? fazer o que lá? onde é que fica? Ah, não tenho culpa se não tem um aviso enorme na minha sala... Não tenho culpa se estou deixando o tempo passar e não me envolvo em nada, não tenho culpa se (1); (2); (3) tá uma M(piiiii)... Não tenho culpa, não tenho culpa, não tenho, EU NÃO...
Saia da negação e se torne responsável pela sua própria formação.ESCOLHA!
Aluno, que tal se nos transformamos em estudante?

OBS: Não quis caricaturar ninguém, se os motivos são fúteis, substituam por qualquer outro, no fim das contas a mensagem será passada do mesmo jeito.

terça-feira, março 22, 2011

Ahh, aqueles olhos. Ainda não consigo esquecê-los.
Passei dias e dias tentando apagar da lembrança aquela doce e perigosa imagem.
Sei que não posso desejar isso, afinal existe  todo o social pra justificar.
Porém, não ensinaram ao meu coração o que é real e o que é ilusão...
Portanto como ei de aprender?
Minha vó bem dizia que só a experiência me domaria ou os anos passados.
Definitivamente nenhum dos dois me parou.
Continuo te desejando, continuo sentindo que nada é tão certo quanto se é dito.
Ah, meus dezoitos anos, naquele tempo meus desvaneios eram justificáveis, mas agora não é mais.
Vou brincar de faz de conta...
Faz de conta que sou imaturo, faz de conta que posso tudo, faz de conta que não quero te olhar.
Vou fazer de conta que faço de conta que não te quero e você, meu amor, faz de conta que não quer me amar!
Já que o mundo é uma fantasia, faz de conta que somos os personagens principais.

                                                                                          NaNy Schitini

segunda-feira, março 14, 2011

Prazeres mundanos, onde estão vocês?
A vida de anjo me cansa, a falta de carne é voraz
Esse tanto de paz é pra outro.
Outro que esteja disposto, a felicidade não está mais no angelical.

Esse tempo passou e com ele levou a minha inocência
Chega de tanta decência.
Chega de hipocrisia.
Quero viver do alto dos vinte como "aos treze"

Chegou a nova fase e vou fazer de conta que sofre da síndrome de Alice
Vou, não vou rimar, não vou, não vou.
A métrica não me importa, a ética sim é pra mim, ou não?
Quem vos fala é Alice, a outra se encontra no passado.
Não remoto, mas próximo.
Eu vou viver assim, até o fim.
                                                                                               NaNy Schitini

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Na geladeira, cerveja
No chão, solidão
Na lua, o homem
Em marte, novidade
No mundo, globalização


No teto, desenho
Na casa, engenho
Na mesa, azedo
Na rua, o medo


Na guerra, tristeza
Na paz, harmonia
Na vida, fantasia
Na morte, agonia
Na festa, alegria
Na despedida, desespero
Na minha metade, você...
Na outra, também!

                                                                                                           NaNy Schitini

quinta-feira, novembro 11, 2010

"... Ontem por incrível que pareça todos os lugares que pisei eu te procurei. Teus rastros ficaram por lá. O balançar de teus cabelos e esse teu jeito meio atacado de ser. Fiquei feliz em poder sentir tua falta, - a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém. É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também. Me faz bem pensar nessas atividades corriqueiras, que supostamente você está fazendo. Ah, e eu estou te esperando, com meu vestido curto, óculos escuros grandes e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. É, eu gosto muito de ti."

(C. F. Abreu)

Para que se envolver?

Como estudantes de psicologia devemos estar atentos a todas, ou a maior parte que conseguirmos ter acesso, das informações que norteiem e acrescentem em nosso processo de formação. Estar participando ou acompanhando as discussões que circundam, norteiam e estruturam o movimento estudantil é de grande importância. 
         Devemos nos apropriar  e buscar estar na ativa, entender que a luta estudantil busca discutir sobre nossa formação, sobre os currículos de nosso curso, sobre as práticas que teremos acesso, sobre a construção de nossa formação, na Bahia e em todo o Brasil, sobre a sociedade que fazemos parte, e de como poderemos interferir e como seremos, e somos fortemente influenciados por ela, sobre políticas públicas em saúde, sobre a Luta Antimanicomial, sobre o Ato Médico, sobre a qualidade de ensino no país e demais temas que possam emergir e exigir debate.
É necessário pensarmos que nossa formação não se limita à academia. Temos de militar sim, pensar nos movimentos estudantis, na formação aprofundada em diversos debates, em diversos projetos de extensão que nos possibilitem um olhar mais critico, numa atuação futura que dê suporte às demandas da sociedade, dos indivíduos que futuramente iram recorrer a nós para ajudá-los em suas angustias e na busca de emancipação.
Vamos "arregaçar" as mangas! Antes de qualquer coisa temos de pensar que a formação é nossa, buscar crescimento e estar atualizado com os debates e problemáticas sociais irão engrandecer-nos pessoalmente, coletivamente, socialmente, socialmente, enfim, em todos os âmbitos.


Laila Fagundes

domingo, novembro 07, 2010

Comigo (Zeca Baleiro)

Você vai comigo aonde eu for
Você vai bem se vem comigo
Serei teu amigo e teu bem
Fica bem, mas fica só comigo
Quando o sol se vai a lua amarela
Fica colada no céu cheio de estrela
Se essa lua fosse minha
Ninguém chegava perto dela
A não ser eu e você
Ah eu pagava pra ver
Nós dois no cavalo de ogum
Nós juntos parecendo um
Na lua na rua na nasa em casa
Brasa da boca de um dragão
Na lua na rua na nasa em casa
Brasa da boca de um dragão
Na lua na rua na nasa em casa
Sinto que meu olhar não se faz suficiente.
Você não compreende parte dos meus reais desejos e anseios.
Mas não quero te abandonar por isso.

Devo falar mais? Acho que não consigo.
Me perdoe!
Tenho a necessidade do mistério, preciso que você venhar desvendar-me.

Sei que não é fácil, apesar de muitos afirmarem que 'os olhos são o espelho da alma'. Ter o poder de decifrar diariamente um simples olhar é uma labuta grande.
Você vai conseguir.

Espero te fazer sensível, te tornar um desbravador de olhares e conseguirmos ir em frente.
Você me compreendendo mais e eu te amando mais ainda.






Laila Fagundes

sábado, outubro 16, 2010

Já não me importo com o quão decadente me parece o amor
Se ele renasce ou perece eu já não sei
Mas queria eu, um dia, ter overdoses
De você!
Das drogas você foi o melhor
Das alucinações o mais real...

Verdade, nem todo olhar é sincero, nem todo beijo é completo,
Mas o seu olhar diz tudo que eu preciso ou não
Entender!
O seu beijo grita que não entendemos o que sentimos
Mas que sentimos, infinitamente, o que escapou do entendimento
O calor de suas mãos me diz que o tempo não é necessário
Quando o nosso assunto é o sentimento.
Fluido, constante, intenso e inseguro
É assim que tudo me parece
Fluido, concreto, intenso e seguro
É assim que nós seremos.
Bastou-me um dia pra ver no primeiro raio de sol
O sabor da alegria de poder ter você ao menos por um dia.
Percebi que ser bebê é encontrar no encanto do seu leito, o amor transcendente
Que não (im)pede coisa alguma
Mas que supre minhas necessidades com afagos não mais maternais.

NaNy Schitini

domingo, outubro 03, 2010

Se tem fama de 15 minutos, por que não cidadão por um dia?

Estava esperando os homens chegarem pra eu ir tomar meu banho de sol, quando dois sujeitos muito esquisitos vieram até minha cela... Abriram a grade, e apesar de eu nunca tê-los visto antes agiram da mesma forma que os responsáveis por aquela área. Simplesmente abriram... Uma saudação? pra quê? Na verdade, é como se não fossemos cidadãos, mas quando cheguei numa sala. Ai sim, sabia que dia era hoje, ELEIÇÃO. Eu já estava a um bom tempo na cadeira, ainda não tinha saído a sentença, mas o tratamento que recebia, eu e todos os meus companheiros, era de bicho. Foi tão engraçado votar, eu não sou cidadão, não tenho importância pra sociedade, tanto que tenho ficado recluso sem desenvolver nenhum tipo de atividade que produza algo para mim, para os outros presos, ou sei la, pra sociedade. Mas Hoje, eu fui cidadão, quando é dos interesses dos engravatados, todos nós somos pessoas. Esses mesmos que se candidatam a cargo disso ou daquilo outro. Eles podem cometer os maiores desvios, mas os pobres que roubem uma comida pra não morrer de fome, é xadrez irmão, é xadrez...
Me deram esse pedaço de papel no qual eu escrevo isso e uma caneta e a única ordem foi que nós fizessemos qualquer coisa. Eu queria entregar isso a minha família mas acho que não vai ser possível, porque é como eu disse já votei, agora sou bicho de novo e minhas vontades não valem mais muita coisa, talvez nem seja muita coisa e sim, nada!
Pensar em prisão me lembra inquisição, cassa às bruxas e todas essas coisas já foram superadas Quem sabe um dia essa palhaçada em forma de quadrado seja extinta também. A gente acaba saindo daqui pior, sem oportunidade de trabalho, sem qualquer atividade, é só mesmo pra separar os "marginais" da "boa gente".

Ass: J.P

NaNy Schitini

quarta-feira, setembro 29, 2010

Sorria, o Erep é na Bahia!

Finalmente o tão esperado Erep se aproxima! Sim, de 8 a 12 de outubro o encontro regional de estudantes de psicologia do Norte-Nordeste acontecerá na Uneb! A expectativa é a melhor possível. Hoje, entramos em contato com as atividades do evento sendo elas: Cultural, mole, TV, DPV, Cine, mesa, teatro, dentre outras que não me recordo...
Falamos um pouco sobre auto-gestão que a ideia que eu tive foi: " Não espere acontecer, faça você mesmo!" Minha faculdade predispõe-se de 25 vagas, lembrando que nós, quanto estudantes, nos reunimos e difinimos que os critérios de seleção são: Ter trabalho para apresentar, participar do pré-erep e arrecadar fundos para promover a sustentabilidade.
Outro ponto que discutido foi quanto como aquelas pessoas que nunca nem arrumam seu próprio quarto, participarem das atividades para manutenção? Chegamos a conclusão que é necessário: ter palestras para tentar promover uma conscientização, fazer por necessidade já que não terá outro que te substitua, pensar no todo e não somente na soma das partes... Essas conversas geraram as brigadas que são grupos de estudantes que ficaram responsáveis pela parte cultural, pela alimentação, pela limpeza e pelo "chegue junto", lembrando que haverá rodízio durante os quatro dias de evento.
Acho que está feito o resumão do que foi o pré-erep, espero que haja interesse por parte de nós, estudantes, para participarem de "corpo e alma" promovendo a auto-gestão e levando a diante as experiências!
Seja bem-vindo Erep! e sorria porque esse ano é na BAHIA!
   NaNy Schitini

terça-feira, agosto 31, 2010

Não perdeu tempo com título!



Ele era daqueles meninos amarelos,
mas era especial...
Não sabia,

Não tinha
Não lia!
Mas era o tal, sabia que podia,
Tinha o que sonhava,
Lia o seu astral.

Lutou
Perdeu e...
Venceu
Chorou
Amou e
Não se entregou.

Provou que na vida o que vale é a essência da sabedoria
Não usou caneta, lápis, caderno e nem borracha.
Não falou difícil
Não inventou
Não usou nada do científico.
Sorveu o conhecimento da vida
Da rua
Da experiência.
Usou da expectativa
Confiou em si mesmo
Não idolatrou
Não bajulou
Não passou humilhação

Não teve ídolos
Mas formou sua legião


Nany Schitini

Desabafo!

Estava, eu, indo ao meu roteiro diário de casa-padaria, quando entram dois adolescentes comunicando o assalto. INCRÍVEL como a reação das pessoas são das mais diversas. Para ser honesta eu não consigo pensar se é mais estapafúrdio o assalto realizado por dois meninos desarmardos ou o fato de nessa circunstância eu conseguir observar e comparar a minha reação com as demais pessoas...
O fato é que enquanto uma senhorita falava: " Saia daqui, meu filho. Eu não tenho dinheiro para te dar". Uma outra moça tremia dos pés a cabeça. Um homem escondia de forma totalmente indiscreta 50,00 no sapato e enquanto isso eu me mantive imóvel.
Enfim, não era bem as reações que me deixou com vontade de postar, mas esse ocorrido me fez pensar em um falso moralismo: Se por um lado a impressa alfineta, ou melhor, massacra e pinta de ser da pior espécie um assaltante, por outro lado ela vive sugerindo a necessidade dos indivíduos se manterem antenados (e quando eu uso essa palavra é apenas um eufemismo para consumidores assíduos) com as novas tendências momentâneas e com a necessidade de ter objetos de marca. Agora, por que o político rouba e fica na rua? é impressionante como eu nunca vi um empalitozado na cadeia, por que hein? Não tinha mais vaga? (¬¬). Longe de mim defender que uma pessoa de classe menos favorecida que assalta está certa, NÃO ESTÁ, OK? mas é sempre tão fácil culpar o outro quando não estamos na mesma situação e não passamos necessidade, não é verdade? Assim como é mais fácil para o governo jogar no xadrez o "criminoso", para quê políticas públicas, não é mesmo governo? (e mais uma vez ¬¬)
Bom, acho que é isso. Percebi a minha necessidade de compartilhar com alguém e achei que o blog seria, agora, meu melhor meio para tal. Perdoe-me pela falta de polidez no que tange esse texto, mas como o próprio título sugere é um desabafo!
Agradeço a atenção!
Nany Schitini